Vladimir Herzog, mais conhecido como Vlado Herzog, foi um jornalista, professor, dramaturgo e fotógrafo brasileiro, nascido na Iugoslávia (atual Croácia) em 27 de junho de 1937 e falecido em São Paulo em 25 de outubro de 1975. Sua morte, ocorrida nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) do II Exército, em São Paulo, durante o período da ditadura%20militar, tornou-se um marco na luta pela redemocratização do Brasil.
Principais aspectos da vida e legado de Herzog:
Trajetória Profissional: Herzog trabalhou em diversos veículos de comunicação, incluindo a BBC de Londres e a TV Cultura, onde era diretor de jornalismo na época de sua morte. Sua atuação profissional era marcada pelo compromisso com a ética%20jornalística e a defesa da liberdade de expressão.
Circunstâncias da Morte: Herzog foi convocado a depor no DOI-CODI em 24 de outubro de 1975. No dia seguinte, foi noticiado que ele havia se suicidado nas dependências do órgão de repressão. A versão oficial, sustentada pelos militares, foi amplamente questionada desde o início, dada a natureza das torturas e assassinatos praticados naquele local.
A Luta pela Verdade: A família de Herzog, com o apoio de advogados, jornalistas e setores da sociedade civil, lutou incansavelmente para desmascarar a versão oficial do suicídio e responsabilizar os culpados por sua morte. Essa luta resultou em um processo judicial que culminou, anos depois, na responsabilização do Estado brasileiro pela morte de Herzog e na retificação da certidão de óbito, que passou a constar "morte decorrente de lesões e maus tratos sofridos em dependência do II Exército – DOI/CODI".
Símbolo da Resistência: A morte de Herzog e a subsequente luta por justiça transformaram o jornalista em um símbolo da resistência à repressão%20política e da defesa dos direitos%20humanos no Brasil. Seu legado continua a inspirar a luta pela memória, verdade e justiça em relação aos crimes cometidos durante a ditadura militar.
Reconhecimento: Em 2012, a Comissão Nacional da Verdade reconheceu a morte de Herzog como um assassinato cometido por agentes do Estado. Seu nome foi incluído no Livro dos Heróis da Pátria, e o Instituto Vladimir Herzog foi criado para promover a defesa da liberdade de expressão, dos direitos humanos e da justiça social.
A história de Vladimir Herzog é fundamental para a compreensão do período da ditadura militar no Brasil e da importância da luta pela memória%20e%20verdade sobre os crimes cometidos nesse período.
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